Rainor Grecco, o capixaba exterminador de florestas
Revista Manchete
"Arrasei verdadeiras catedrais ecológicas, santuários de árvores." Esta frase é o cartão de visitas de Rainor Hilton Grecco, hoje, aos setenta anos, um arrependido destruidor de florestas tropicais. Ele mesmo se diz "o carrasco de milhões de árvores". É citado na Enciclopédia Britânica como o terceiro homem que mais derrubou florestas no mundo, quase todas no Brasil. Morando em Vila Velha, Espírito Santo, Grecco confirmou, mês passado, tudo o que diz nesta entrevista assustadora trazida a Caros Amigos por um jornalista italiano que a publicou na imprensa estrangeira alguns anos atrás. Na justificativa de seu passado, Grecco disse-nos uma frase: "Somos todos fruto de uma época, uma mentalidade; o que ontem parecia heroísmo, hoje é crime”. Mas logo adiante colocou outra, sombria: "O pior é que tenho certeza de que a mesma coisa poderia acontecer hoje".
Entrevista a Giuseppe Bizzarri
E possível alguém se confessar publicamente como um assassino de árvores? Até onde é possível uma pessoa que lê credulamente a Bíblia e desfruta com fervor da obra machadiana, suportar em seu curriculum vitae a responsabilidade pela derrubada de pelo menos 20 milhões de árvores? Rainor Grecco, 57 anos, nascido no Espírito Santo, conversador imbatível, ostenta o trágico troféu de ser o maior exterminador de árvores que o mundo já conheceu. Em 38 anos como madeireiro já derrubou árvores em 78 países, inclusive na União Soviética. Cabe-lhe também a autoria, não menos deplorável, de ter comandado, nos últimos 30 anos, o extermínio final da mata atlântica. Hoje ele se encontra, à frente de 200 mil homens, desmatando na Amazônia "a última reserva verde dessa nave espacial chamada Terra".
Folheando a Bíblia em sua casa no município de Linhares, Espírito Santo, Rainor Grecco descansa de mais uma temporada na Amazônia, onde encabeça mais de 200 mil madeireiros, todos capitais, todos empenhados na destruição da floresta. Melancólico, ele comenta:
"Neste ritmo de devastação, vamos sepultar a última região verde do mundo, antes mesmo de dobrarmos o terceiro milênio."
Num recente programa de televisão, o ecologista Augusto Ruschi, conhecido mundialmente pela defesa intransigente de beija-flores e da natureza, pediu um tribunal para julgar "os crimes de Rainor Grecco, desfechados impunemente contra a selva, contra a fauna, contra a vida."
Revista Manchete
"Arrasei verdadeiras catedrais ecológicas, santuários de árvores." Esta frase é o cartão de visitas de Rainor Hilton Grecco, hoje, aos setenta anos, um arrependido destruidor de florestas tropicais. Ele mesmo se diz "o carrasco de milhões de árvores". É citado na Enciclopédia Britânica como o terceiro homem que mais derrubou florestas no mundo, quase todas no Brasil. Morando em Vila Velha, Espírito Santo, Grecco confirmou, mês passado, tudo o que diz nesta entrevista assustadora trazida a Caros Amigos por um jornalista italiano que a publicou na imprensa estrangeira alguns anos atrás. Na justificativa de seu passado, Grecco disse-nos uma frase: "Somos todos fruto de uma época, uma mentalidade; o que ontem parecia heroísmo, hoje é crime”. Mas logo adiante colocou outra, sombria: "O pior é que tenho certeza de que a mesma coisa poderia acontecer hoje".
Entrevista a Giuseppe Bizzarri
E possível alguém se confessar publicamente como um assassino de árvores? Até onde é possível uma pessoa que lê credulamente a Bíblia e desfruta com fervor da obra machadiana, suportar em seu curriculum vitae a responsabilidade pela derrubada de pelo menos 20 milhões de árvores? Rainor Grecco, 57 anos, nascido no Espírito Santo, conversador imbatível, ostenta o trágico troféu de ser o maior exterminador de árvores que o mundo já conheceu. Em 38 anos como madeireiro já derrubou árvores em 78 países, inclusive na União Soviética. Cabe-lhe também a autoria, não menos deplorável, de ter comandado, nos últimos 30 anos, o extermínio final da mata atlântica. Hoje ele se encontra, à frente de 200 mil homens, desmatando na Amazônia "a última reserva verde dessa nave espacial chamada Terra".
Folheando a Bíblia em sua casa no município de Linhares, Espírito Santo, Rainor Grecco descansa de mais uma temporada na Amazônia, onde encabeça mais de 200 mil madeireiros, todos capitais, todos empenhados na destruição da floresta. Melancólico, ele comenta:
"Neste ritmo de devastação, vamos sepultar a última região verde do mundo, antes mesmo de dobrarmos o terceiro milênio."
Num recente programa de televisão, o ecologista Augusto Ruschi, conhecido mundialmente pela defesa intransigente de beija-flores e da natureza, pediu um tribunal para julgar "os crimes de Rainor Grecco, desfechados impunemente contra a selva, contra a fauna, contra a vida."
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